Autoimagem e moda

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Outro dia eu estava na faculdade, na segunda delas, a que eu fiz até o fim. E eu elogiei uma amiga por ela ter um estilo que eu achava bem coeso. Eu achava muito legal que ela usava sempre um tipo de calça jeans, em um tom azul médio para claro que caía maravilhosamente bem nela. E usava blusas básicas. Sem estampas, coloridas, com tons alegres e modelagens que às vezes tinham algum detalhe discreto, mas nunca tinham estampa. Ela era magra, não precisava disfarçar barriga. Parecia que não perdia tempo nenhum para se vestir. Eu achava isso tudo muito elegante.

No entanto, a reação dela foi engraçada. Ela respondeu que era justamente o contrário. Que tentava usar outras coisas e não conseguia, então acabava voltando para o mais básico possível. E que adoraria ser livre como eu.

 

Livre, eu?

Meu guarda-roupa é um conjunto de peças um pouco teatral. Tem muita roupa de fast-fashion, algumas de antes delas se chamarem isso. Tem roupa de feira. Tem as roupas que minha mãe fez, as que eu fiz. Tem as de bazar da pechincha – brechó é para os fracos. Uma ou outra de alguma marca melhorzinha. E lembranças de viagem.

Tem de 42 a 48, porque se não estou emagrecendo, já engordei. Luto para acabar com isso, mas ainda não consegui dar fim no efeito sanfona. Estou sempre desapegando do que não está bom. E claro que sempre tem o que não tá bom.

Adoro moda e gosto de costurar. Não tenho medo de misturar as coisas, mas é na tentativa e erro. Muitas vezes acho que conceitual demais, melhor na ideia que na prática e por aí vai. Mas é o que temos e no final, também faz parte de quem sou.

Enfim, ela achava que eu era livre porque eu não tinha medo de usar coisas tão diferentes umas das outras.

Armário-Cápsula

Essa minha amiga daria conta de um armário-cápsula com louvor. Ela deve ter sido a inventora do conceito. Já eu, não dou conta. São tantas cores, formas, texturas. Tantas ‘interessâncias’ no mundo.
Não me levem a mal, não sou alguém interessada em querer cada vez mais, em possuir coisas caras pelo simples possuir. Não sou chegada no modismo simples. Mas me interesso em roupas e como elas vestem.
Quando eu viajo minha mala é bem compacta, mas o armário-cápsula não me representa. Estou sempre com um projeto de costura novo (que as vezes minha mãe tem que salvar). E acho que não faz diferença trocar tudo a cada temporada ou aos poucos #prontofalei.